Cooperação

A importância das redes e a cultura de parceria

O Instituto de Apoio à Criança faz parte de diversas redes a nível nacional e internacional. Em Portugal somos dinamizadores da Rede Construir Juntos e participamos na Rede Europeia Anti-Pobreza – Portugal (EAPN). Somos também parceiros da European Social Action Network (ESAN), da European Federation for Street Children (EFSC), da European Federation for Missing and Sexually Exploited Children, da International Association for the Child’s Right to Play, da European Association for Children in Hospital (EACH), da International Toy Library Association (ITLA) e colaboramos, pontualmente, com outras redes europeias ou internacionais.

O facto de pertencermos a estas redes constitui uma mais-valia para o nosso trabalho, visto que nos permite adquirir e/ou partilhar mais conhecimentos teórico-práticos, contactar com outros métodos de intervenção, mostrar aos jovens com quem trabalhamos realidades diferentes através dos intercâmbios que temos realizado, entre outros aspectos.

O emprego da palavra “rede” para designar um conjunto de organizações não é novo. Afinal, há muito tempo que as organizações estabelecem relações entre si para alcançar objectivos comuns. No entanto, estas ganharam uma nova vida na chamada “Era da Informação”, valendo-se das novas tecnologias de informação e comunicação como a internet.

A maioria das redes de organizações da sociedade civil tem como objectivos favorecer: a circulação e a troca de informações, a partilha de experiências, a colaboração em acções e projectos; a aprendizagem colectiva e inovação; o fortalecimento de laços entre os membros; a manutenção do espírito de comunidade; a ampliação do poder de pressão do grupo.

De uma forma mais simples, segundo Elza Chambel (sócia do IAC)

“Uma rede social será um sistema capaz de reunir pessoas e organizações, de forma igualitária e democrática, a fim de construir novos compromissos em torno de interesses comuns e de fortalecer os actores sociais na defesa das suas causas, na implementação dos seus projectos e na promoção das suas comunidades”.

O conceito de “rede” pressupõe a existência de uma parceria entre as instituições, uma vez que é através do fortalecimento de uma cultura de parceria que se chega à constituição das redes.

De acordo com Elza Chambel, “a parceria ajuda a quebrar o isolamento porque obriga as organizações a «construir pontes» com outras organizações e com indivíduos, dando lugar a uma concertação formalizada e convidando a trabalhar em conjunto”.

A parceria tem por base a percepção de que a resolução dos problemas das pessoas só se consegue se houver uma intervenção a nível da comunidade, nomeadamente quando a problemática é multifacetada. O trabalho em parceria é complexo e exige rigor e empenho para a definição das diferentes variáveis.

Neste sentido, é imperativo que exista confiança, transparência, informação constante e mútua, solidariedade e co-responsabilidade.

Inspirado na filosofia do seu principal mentor, João dos Santos, de que “uma política para a infância é obra de toda a comunidade”, o IAC tem trabalhado, desde há 24 anos, em parceria com várias instituições.

Não querendo substituir-se a quaisquer organismos existentes nem duplicar acções já assumidas por outras entidades, com a meta de contribuirmos para a construção de um futuro menos amargo para as nossas crianças, o IAC hoje continua a caminhada, quer fazer sempre mais e melhor, quer chegar cada vez mais longe, procurando estimular, apoiar e divulgar o trabalho de todos aqueles que se preocupam com a procura de novas respostas para os problemas da infância em Portugal.

Aceitamos, assim, ser o espaço de encontro de várias experiências, saberes e competências que importa congregar e estimular, na defesa e promoção dos Direitos da Criança.

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