Crianças Desaparecidas na Europa: Crianças que fogem de situações complicadas em casa

Por ocasião do Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, celebrado a 25 de maio por todo o mundo, a Missing Children Europe (MCE) http://missingchildreneurope.eu/ lançou o seu relatório “Números e Tipologias de 2016”. Este relatório revela a evolução das tipologias que vão aparecendo nas diversas Linhas de Apoio 116 000 por toda a Europa.

O Instituto de Apoio à Criança faz parte do conjunto de ONG que em 2001 fundou a Missing Children Europe, Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e em 2004 criou uma linha específica no âmbito do SOS Criança para atendimento nestes casos tão complexos do desaparecimento e exploração sexual de crianças. Quando em 2007, a Comissão Europeia criou o número único europeu, o Ministro da Administração Interna, reconhecendo o trabalho do IAC nesta área, atribuiu ao SOS Criança  essa linha telefónica com o nº 116000, que é igual em todos os Países da União Europeia.

As Linhas de Apoio às crianças desaparecidas, associadas à MCE, estão acessíveis através do número 116 000 em 31 países da Europa. Desde 2015, esta rede de parceiros tem apoiado um número cada vez maior de crianças. Em Portugal, é o Instituto de Apoio à Criança que desde 2004 atende estas chamadas com uma equipa multidisciplinar disponível para prestar apoio emocional, psicológico e legal às crianças e suas famílias.

Em 2016 houve um aumento de 12% no que toca aos apelos recebidos de crianças, comparativamente ao ano anterior. Os contactos duplicaram devido a canais de informação como SMS, EMAIL e CHAT.

Em 2016, as fugas representaram 57% dos casos reportados às linhas 116000. Os raptos parentais foram o segundo grupo, com 23% dos casos.

De acordo com os relatórios divulgados pela UNICEF e INTERPOL, mais de 50% de crianças migrantes desaparecem dos seus centros de recolhimento na Europa em menos de 48 horas. Os casos de crianças migrantes aumentaram em 2% em 2015 e 7% em 2016. Os números poderiam ser maiores, mas a falta de clareza nos papéis e responsabilidades das autoridades na prevenção e resposta a este grupo particularmente vulnerável de crianças constitui uma grande preocupação, pois existe pouca proteção e resposta para os mesmos.

Os raptos criminais constituem menos de 1% dos casos reportados em 2016, enquanto que a tipologia perdidos/outra forma de desaparecimento constitui 13% do total das situações.

Um em cada cinco casos de crianças desaparecidas são de natureza transfronteiriça, revelando-se assim a importância da colaboração e cooperação entre os governos nacionais, as linhas de apoio, as forças policiais e outros serviços de proteção infantil, bem como com os mediadores de conflitos familiares internacionais.

Em 2016, 42% dos casos de crianças desaparecidas que foram reportados às linhas 116 000 foram encontrados no mesmo ano, número inferior ao de 2015, que foi de 46%.

Enquanto mais crianças foram localizadas nas outras quatro categorias (raptos parentais, crianças perdidas, crianças migrantes não acompanhadas) regista-se um decréscimo significativo no número de crianças em fuga que foram encontradas, de 57% em 2015 para 46% em 2016.

Também relevante é o número acrescido de crianças que fogem três ou mais vezes consecutivas. Isto chama a atenção para um grupo vulnerável de crianças e jovens cujos problemas, em casa ou com outras razões para fugirem, persistem após a primeira fuga.

As crianças, que fogem repetidamente, são forçadas a usar estratégias cada vez mais arriscadas para sobreviver, tais como dormir na rua e mendigar, expondo-se assim ao risco da exploração sexual.

As Linhas de Apoio de alguns países (Bulgária, Chipre, Grécia, Roménia, Sérvia, Eslovénia e Espanha) não receberam qualquer apoio financeiro dos seus governos nacionais em 2016. Noutros países, o financiamento das autoridades nacionais apenas suportou metade dos orçamentos necessários.

O financiamento é o principal desafio para a rede de Linhas de Apoio, que se deparam com o risco de falta de recursos humanos ou de ter de encerrar por não terem apoios e formas de subsistir.

As Linhas de Apoio 116000 responderam a mais de um milhão de apelos relativos a crianças desaparecidas desde 2011.

Em 2016, quinze Linhas de Apoio receberam um subsídio da Comissão Europeia, que teve início em meados de 2016 e que terá a duração de 24 meses.

Ler o relatório estatístico (números e tipologias) do MCE de 2016 :

http://missingchildreneurope.eu/Portals/0/Docs/Annual%20and%20Data%20reports/Missing%20Children%20Europe%20figures%20and%20trends%202016.pdf

 

Vídeos de campanhas do MCE pelo youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=ARTDAYLmIWE

https://www.youtube.com/watch?v=cAsm63Craik

Texto traduzido e retirado da Press Release do MCE para divulgação a partir de 25 de maio 2016

 

Para assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, o IAC leva a cabo mais uma Conferência. Este ano será a X Conferência Crianças Desaparecidas, que terá lugar na Assembleia da República, no dia 30 de maio.

Para aceder ao programa, entre no link:

 

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/878-x-conferencia-criancas-desaparecidas

 

TEXTO INTEGRAL para download

 

Projeto Viver na Incerteza - Estudo

O Instituto de Apoio à Criança está a colaborar com a Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa no âmbito do projeto de doutoramento da mestre Ana Tavares. O Projeto Viver na Incerteza pretende estudar como é que pais e  restantes familiares vivem após experienciarem o desaparecimento de uma criança ou jovem da sua família.

Neste sentido, solicitamos a colaboração de pais, irmãos ou outros familiares de crianças desaparecidas no preenchimento do questionário e /ou solicitação de entrevista, através do link http://projetovivernaincerteza.psicologia.ulisboa.pt/

Obrigado

Lançamento do livro CYBERBULLYING- um guia para pais e educadores contou com a participação de Manuel Coutinho, coordenador do SOS Criança do IAC

livrocyber

 

No  dia nacional de sensibilização para o Cyberbullying  que se assinalou a 21 de abril,  foi lançado em Lisboa, na FNAC do Colombo, o livro “CYBERBULLYING- um guia para pais e educadores" de autoria Sónia Seixas, Luís Fernandes e Tito Morais  e editado pela Plátano Editora.

O cyberbullying é um fenómeno emergente que está  atingir muitas crianças e jovens, no entanto, muitos de nós não estamos conscientes do impacto  negativo que esta agressão virtual, feita através do recurso às tecnologias de informação, está a causar às suas vitimas.

Este guia para pais e educadores é um excelente manual de boas práticas que, a partir de hoje, temos à disposição  para nos ajudar a conhecer, a compreender e a prevenir o fenómeno .

A sessão de apresentação do livro contou com o contributo de  Manuel Coutinho, psicólogo clinico, secretário - geral do Instituto de Apoio à Criança , coordenador do SOS - Criança e SOS - Criança Desaparecida .

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MEDIAÇÃO EM CONTEXTO ESCOLAR

seminario fev 2016

Seminário:
MEDIAÇÃO EM CONTEXTO ESCOLAR
com Melanie Tavares - IAC

25 de Fevereiro 2016 - 17.00h-21.00h
Escola Secundária Gil Eanes - Lagos
Inscrições: http://goo.gl/forms/C086VjwESp

SOS-Criança – Um telefone que de forma anónima, gratuita e confidencial já ajudou mais de 116 mil crianças!

O número de telefone gratuito 116111 (SOS-Criança/ Instituto de Apoio à Criança), trabalhou no ano passado 5799 novas situações relacionadas com crianças, jovens e famílias.

Das crianças apoiadas pelos técnicos da Linha Telefónica de Atendimento SOS-Criança, 54% pertenciam ao género feminino e 46% ao género masculino.

No que diz respeito à Problemática apresentadal, na rubrica falar com alguém recebeu 64% de apelos. Relativamente a questões gerais de prevenção e apoio recebeu 25% de pedidos. As crianças em risco surgiram em terceiro lugar com 20% apelos.   A negligência a crianças vítimas, surge em quarto lugar, com 18% de apelos. Os maus tratos físicos  na família surgiram em quinto lugar com 12%.  Os maus tratos psicológicos em sexto lugar com 9% de apelos. As questões da regulação do exercício das responsabilidades parentais, em sétimo lugar com 8% dos apelos.

Lisboa encabeça a lista dos seis distritos com maior número de ocorrências que receberam apoio do SOS-Criança do IAC.

No último ano, 47% dos apelos eram de Lisboa. De Viseu 19,5% de situações, do Porto 16%, de Setúbal 11%, de Faro 4% e de Aveiro 3%.

Relatório do SOS de 2014 (pdf)

FUNDAÇÃO VODAFONE LANÇA PLATAFORMA DIGITAL PARA JOVENS: DESIGN THE FUTURE

MJpena

A Fundação Vodafone e a Associação Better Future acabam de lançar uma plataforma online, que pode ser acedida via PC, smartphone e tablet, que tem como missão difundir o conhecimento e promover a literacia dos jovens portugueses ao nível das suas opções formativas, de forma a permitir a estes jovens uma escolha académica mais orientada aos seus gostos e aptidões.

Na fase de lançamento da plataforma Design The Future, estão disponíveis mais de 100 vídeos com entrevistas a reconhecidos profissionais, representantes de profissões de várias áreas, tais como medicina, engenharia, desporto, literatura, educação, jornalismo, música, entre muitas outras, que falam sobre as suas profissões e sobre as motivações que os levaram a escolher a vocação na qual hoje são uma referência. Os entrevistados partilham a sua experiência profissional, de modo a transmitirem informação necessária para que os jovens possam fazer escolhas mais conscientes e orientadas ao seu perfil, competênciase vocação, sempre em linha com as necessidades do mercado.

Este programa pretende contribuir para a melhoria do conhecimento dos jovens em relação às profissões existentes no mercado atual, bem como permitir disponibilizar informação sistematizada sobre as várias opções formativas existentes em Portugal, através das quais os jovens poderão ao longo do seu percurso desenvolver competências para o exercício de determinada profissão, designadamente informação sobre os cursos e respetivas instituições, provas de ingresso e médias de acesso.

Atualmente existem cerca de 440.900 jovens a frequentar o ensino secundário e 390.300 matriculados no ensino superior, no entanto, estima-se que metade dos estudantes que frequentam o ensino superior desiste do curso durante o 1º ano. Alguns estudos demonstram que tanto o abandono académico como uma parte da taxa de desemprego jovem advêm da falta de informação dos estudantes em relação aos cursos disponíveis no mercado e às respetivas saídas profissionais.

Como em todos os programas promovidos pela Fundação Vodafone, a plataforma Design The Future é inclusiva, permitindo a utilizadores cegos ou com baixa visão,aceder a todos os conteúdos disponibilizados através da mesma.

A Dra. Maria João Pena, assistente social no IAC, é uma das personalidades convidadas a falar da sua experiência profissional.

Link de acesso: http://designthefuture.pt/

 

Chamadas telefónicas recebidas pela linha SOS-Criança em 2014

Durante o ano de 2014 registaram-se 2681 apelos telefónicos no serviço da linha SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança, o que significou uma média de 11 apelos por dia.

A segunda-feira apresenta um aumento de apelos em relação à média (602), todos os outros dias de semana distribuem-se em torno da média de apelos por dia/ semana.

Grande parte dos apelos situa-se no intervalo de tempo 1 a 10 minutos (2044), tendo intervalo 10 a 30 minutos (529), o de 30 a 60 minutos (91) o de 60 a 90 minutos (13) e por último os apelos que ultrapassam os 90 minutos (4).

A Linha SOS-Criança foi contactada 2329 vezes através do número 116111. Para além deste número também é possível contactar o SOS-Criança através de números “antigos” que nunca foram extintos. Assim contactaram através do número fixo 21 793 16 17 (188), da linha 116000 (95) e pelo número 800 20 26 51 (69).

O período da manhã (AM), recebeu 1257 apelos enquanto o período da tarde (PM) recebeu 1424 apelos.

Tendo em conta que o período da manhã é de 3 horas e que o da tarde é de 7 horas, em bom rigor no período (AM) há mais apelos/ hora.

Apesar da maioria dos apelantes (1444) pedir anonimato, ao longo do tempo tem-se verificado que cada vez mais utentes apelantes fazem questão de se identificar, o que aconteceu em 1237 apelos.

O género feminino é o que mais se socorre de atendimento telefónico do SOS-Criança (1663). O género masculino contactou telefonicamente o SOS-Criança 1018 vezes.

Os apelos que chegam ao SOS-Criança através do Atendimento Telefónico são na grande maioria feitos por adultos (2528). As crianças contactam 250 vezes.

O SOS-Criança através do Atendimento Telefónico continua a ter um papel de extrema importância no que diz respeito à ajuda em tempo útil às crianças.

Apesar das crianças telefonarem (150) a maior parte dos apelos (2528) são efetuados por adultos.

Do distrito de Lisboa (652 apelos) chegam grande parte dos apelos, seguindo-se a região autónoma dos açores (575 apelos), Viseu (272), Porto (218 apelos), Setúbal (158 apelos) e Faro com (51 apelos) e Aveiro (com 45 apelos). Nos restantes Distritos os apelos foram inferiores a 40 apelos/ Distrito.

Em 1551 apelos realizados para o SOS-Criança havia relação direta com a criança, nas restantes 1417 o apelante apesar de conhecer a existência da situação não tinha nenhuma proximidade com a criança envolvida.

Os apelos que chegaram ao SOS-Criança referiram-se a Crianças do género feminino 749 vezes e ás do género masculino 645 vezes.

As idades das crianças referidas nos apelos distribuem-se entre os meses e os 18 anos exclusive.

Há um ligeiro acréscimo de apelos relativos a situações de jovens adolescentes, quando comparados com as restantes idades.

No que ao grupo doméstico diz respeito as famílias monoparentais (425) foram mais referenciadas nos apelos, seguindo-se de perto as famílias tradicionais (411), as famílias reconstruídas (201) e as Alargadas (140).
 No que diz respeito à relação do Apelante com a criança, são as mães (275), seguidos dos vizinhos (250), doa avós (190), dos pais (166) e dos cidadãos em geral (148) quem mais apela ao SOS-Criança.
A família socorreu-se do SOS-Criança 748 vezes a comunidade 517 vezes, o próprio 101 vez e os profissionais 56 vezes.

Nos apelos o presumível infrator foi identificado 1039 vezes e 106 vezes não foi possível identifica-lo.

Apurou-se que o infrator era do género feminino em 730 situações e do género masculino em 444 situações.

A pessoa que faz o apelo ao SOS-Criança foi do género feminino 1663 situações e do género masculino em 1018.

No que diz respeito às Problemáticas que chegam aso SOS-Criança serviço anónimo e confidencial que pretende dar voz à Criança, a rubrica Falar com Alguém (890) ocupa o primeiro lugar, seguindo-se as questões gerais SOS-Criança/IAC em 350 apelos, as crianças em risco com 280 apelos, a negligência com 215 apelos, os maus tratos na família com 166 apelos, os maus tratos

psicológicos na família com 130 situações, a regulação do exercício das responsabilidades parentais com 107 apelos. Todas as outras situações apresentadas ficam abaixo dos 100 apelos.

A intervenção do SOS-Criança situou-se ao nível da informação em 813 apelos, do apoio em 699, da orientação 687 e do encaminhamento em 542 casos.

No que diz respeito á relação do infrator com a criança, a família é responsável por 1061 infrações, pessoas da comunidade 73, profissionais por 60 infrações.

 

O SOS-Criança convida as famílias a avaliar a sua linha de emergência 116 000 para crianças desaparecidas

MINIMIZAR a VIOLÊNCIA através do controle de qualidade :
Monitorar e avaliar 116 mil linhas de apoio para proteger as crianças que desaparecem

Link do Inquérito: https://www.surveymonkey.com/s/beneficiaries_PT

CARTA DE CONVITE PARA AS FAMÍLIAS

Caro potencial participante:
A Missing Children Europe (Federação Europeia de Crianças Desaparecidas) gostaria de convidá-lo a participar numa pesquisa relacionada com o serviço prestado no nosso país através do número " 116 000 " linha de emergência gratuita para crianças desaparecidas.
O estudo é um primeiro passo essencial no desenvolvimento de um mecanismo de acreditação baseado em padrões profissionais, que deverão melhorar ainda mais a qualidade do serviço 116 000 em toda a Europa. O mecanismo será utilizado para identificar os pontos fortes e fracos de cada organização, para o desenvolvimento de estratégias de qualificação a nível nacional e promover a partilha de boas práticas entre os colegas de diferentes países. O projeto é co- financiado pela Comissão Europeia.

A análise dos resultados deste questionário irá proporcionar uma base para o desenvolvimento de uma lista de padrões e indicadores de qualidade que formam a estrutura do sistema de acreditação.

Agradecemos se puder preencher o presente questionário, através deste link. O seu contributo é muito importante para atingir os objetivos do projeto, no interesse de todas as crianças desaparecidas e suas famílias. A duração do preenchimento é de 10 a 15 minutos e são questões de escolha múltipla.

Caso pretenda, poderá manter o anonimato.
Caso tenha alguma questão contacte-nos através do 116 000.
Obrigada!
SOS-Criança / IAC

Largo da Memória, 14, 1349-045 LISBOA +351 213 617 880Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.